Oscar 2012 Melhor figurino

Oi gente!

Quem viu o Oscar 2012 levanta a mããão \o/

Bom, há quem diga que esse ano a premiação mais esperada, se tratando de filmes, tenha sido razoável demais.  Eu confesso que quase parei de assistir, mas minha curiosidade para saber qual seria o ganhador de melhor filme me venceu.

Ainda não tive oportunidade de assistir a nenhum dos indicados (que bad), mas já estou na maior curiosidade para ver ‘The Artist’; que levou para casa 5 estatuetas douradas, dentre elas a de melhor filme e melhor figurino.

Eu sou uma amante de filmes mudos e P&B, e achei super desafiador concretizar um filme desse tipo nos dias de hoje.  Vejam as fotos abaixo:

Figurinos em cores

Croqui

Mark Bridges, que foi o figurinista brilhante do longa, concedeu uma entrevista ao Los Angeles Times contando um pouco de como foi participar desse desafio. Confira abaixo:

O que você pensou quando leu pela primeira vez o roteiro e viu que seria um filme preto-e-branco e mudo?

Meu primeiro pensamento foi: “Ótimo! Pode ser um contraponto para essa geração do computador, todos esses recursos eletrônicos e novos padrões de 3D. Vamos voltar ao básico”. E de fato ficou muito bom. Acho que estava pedindo para fazer algo do tipo.
Sua pesquisa foi mais fácil, uma vez que você iria filmar em Los Angeles?
Eu tive oito semanas de pesquisa em L.A., e pude lançar mão de lojas de fantasia, alfaiates, modelistas e borbadeiras que trabalham com este prazo. Funcionou muito bem. Eu criei um livro repleto de fotos de referências para mostrar ao diretor, a equipe de arte e aos meus assistentes. Eu sempre faço isso nos meus filmes, e todo mundo gosta de ver.
Podemos ver em George Valentin (Jean Dujardin) e Peppy Miller (Bérénice Bejo) referências de astros do cinema mudo?
Eu e o diretor chegamos a mesma conclusão que a Peppy estaria para a Joan Crawford que começou na MGM em 1925. Primeiro com pequenos papéis. Foi ganhando espaço e conquistando o público. Ela despontou em “Our Dancing Daughters”. E para o George usei fotos de John Gilbert, com o qual senti uma elegância similar e a mesma trajetória na carreira. Também usei fotos de bastidores do Douglas Fairbanks.
Como a ausência do som e a tela em preto-e-branco influenciaram seus figurinos?
Na verdade, o silêncio foi bastante libertador porque você não precisa mais se preocupar com os microfones roçando no tafetá ou pendurado nas jóias. Quanto as cores, eu tirei fotos em preto-e-branco dos tecidos para ver como eu imprimiriam na tela. O vestido que a Peppy usa no primeiro encontro com George é um laranja luminoso, mas aparece como aquele tom cinza médio maravilhoso, e eu construí o contraste com o colarinho e o chapéu cloche.
Quando você olhou os arquivos de roupas dos anos 1920s, o que mais te surpreendeu em relação ao período?
No guarda-roupa feminino foi o fato das roupas serem aparentemente simples e com os cortes extremamente complicados. Alguns vestidos que fizemos para Peppy a costura ia em três direções, o corpo reto as mangas em viés e a saia também em viés. Você nunca imagina isso para um vestido simples, muito simples.
Um beijo